terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

"The best you ever had"

Amarre os sapatos e não tropece mais.

Ver o brilho das estrelas, fica difícil com tanta poluição visual.

As luzes da cidade nos impedem de enxergar o céu.

Eu sempre durmo tarde. Ou pelo menos no horário em que a maioria já está dormindo.

Olho pela janela e a rua está silenciosa.

Enquanto aqui, persiste, insiste e existe um engarrafamento de idéias e desejos. Um semáforo na cor vermelha, e eu olho para ele anciosamente, eu quero e preciso dele na cor verde.

Sinto um enjoô permanente de tudo à minha volta. É difícil de respirar.

Eu descrevo detalhes e visualizo aquilo que se passa despercebido.

Tenho saudades do abraço.

Meus verbos ainda são conjugados no Passado. Não me liberto. Não há amor que se julgue no Presente-Futuro.

Desisto de tentar achar algo que me surpreenda nos dias de hoje, aliás, a rotina sempre prevalece e eu ando cansada.

Junto metades de uma forma compulsiva, gosto do resultado e não quero nada que atrapalhe essa junção de idéias e personalidades.

Quando estou só, minha voz ecoa pelos cantos que insistem em me julgar. Eu falhei e assumo a culpa.

Procuro no dicionário e não acho substantivo, verbo ou qualquer coisa capaz de explicar tudo isso.

E hoje você percebe que aquele garoto idiota foi o melhor que você já teve.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

E eu não sabia

Ela tinha cabelos loiros e lisos. Olhos claros cor de mel. Uma boca fina rosada. Pele clara e macia. Ela tinha 15 anos quando tudo começou.
Aos 15 já perdera sua inocência. Se escondia atrás de base, rímel e um gloss vermelho intenso. Seu salto alto e sua saia curta, desfilavam pela noite incandescente. Seu corpo de menina-mulher, era desejado e usado por muitos.
Com sua identidade falsificada, frequentava bares e casas noturnas, onde sua vida a transformava em uma nova mulher à cada noite.
Se apaixonava loucamente e facilmente. A sensação tão intensa desse sentimento, evaporava-se na semana seguinte quando arrumava um novo amor.
Ela era tão bela que me deixava angústiado. Sentia ciúmes dela. Mas eu não tinha ela para mim.
Depois de 2 ou 3 copos de vodka, ela se humilhou por um pingo de Amor. Lamentou diversas vezes pela vida que fingia viver.
Era um conto-de-fadas, mas no dia seguinte ela acordava com a maquiagem borrada e uma ressaca abominável.
Uma farsa leva à outra farsa. É um ciclo vicioso. Então, "lie to me" ela sempre me dizia.
Ela se afogou numa água tão rasa, que foi demais para mim. Ela me abandonou.
Eu a amava. E isso, nem eu sabia. Ela me sorria com a boca e o coração.
Essas palavras fáceis e previsíveis, são incapazes de descrevê-la.
Manter-se viva, andar por ruas desertas trocando passos era o que ela queria. E isso, nem ela sabia.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

"Deixa o verão pra mais tarde"

O Sol nasce. O dia começa. O ano recomeça. Eu recomeço.
Pegadas na areia sempre são levadas pelo mar.
Quem me diz que o mar não pode levar tudo isso aqui?
Certa vez ouvi dizer que o mar leva o que quer e devolve à beira o que não lhe serve.
Se eu lhe jogasse ao mar, será que ele te devolveria?
No verão tudo é mais iluminado, mas lhe confesso que prefiro o inverno.
Eu esperei você na estação errada. No momento errado.
Tenho certeza de que a angústia dessa espera, o mar não irá levar. E nem toda areia dessa praia irá soterrar o que eu sempre deixei exposto.
Eu não estava na posição correta. Eu estive na contra-mão atrapalhando o trânsito.
Agora, transito entre ruas e avenidas, e sei aonde eu quero chegar.
Às vezes eu não sei o que eu quero, mas sempre sei o que não quero.
Pense positivo ou apenas continue este raciocínio.
Me empreste seu protetor solar, porque eu esqueci o meu.
Prometo que irei melhorar este ano. Todas as minhas manias e crenças.
Para quem me odeia, diga que eu não presto. Para quem me ama, diga que eu sou feliz.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Deadline

Queria não usar a intolerância-ignorante, mas isso às vezes me parece um escudo contra o externo de tudo.
Existem corpos despidos, sexo sem pudor e para completar esse trio, nenhum pingo de Amor. Apenas o prazer da carne com a ausência de sentimentos.
Interessante seria ver o Amor como um organismo-pulsante-de-vida-própria, dentro de nós, sem nenhum comando. Pelo contrário, nos comandando como um rebanho sem saber qual será o próximo passo.
Eu, numa ação fálica deixei esse “ser” comandar muitas coisas em minha vida.
Sinto frio. O Sol não me aquece. Tenho certeza de que você iria fazer isso muito bem e ponto.
Repudio-me por não me controlar, por não te controlar. Comprarei algemas para te prender em mim.
Quero largar a minha platonice barata misturada com falta de coragem em cima da mesa, junto com seu copo de café frio. Por favor, jogue tudo na pia e abra a torneira. Lave tudo. Deixe tudo limpo. Me dê um banho quente como naquele dia. Conte os dias da semana e esqueça o Domingo. Deite num sofá velho e se afunde. Ligue sua televisão e assista algo que te leve ao tédio. Jamais pense em mim neste momento. Apenas saiba que neste mesmo momento, estarei naquele Domingo por você esquecido.
Andarei na multidão olhando todos os rostos procurando você. Preciso de quase 700 horas para que meu Dezembro de cor vermelho-natalino termine. Não corte meu raciocínio ilusório de ano-novo-vida-nova. Anseio pelo Fim, com todas as letras, surgindo um branco-ano-novo após uma espumante taça de champagne. Fogos de artifício. Banquete à mesa. Belo final sem interrupções.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Aqui

Madrugada. Chuva. Tela e luz. Pingos caem lá fora, enquanto eu me levanto aqui dentro. Caminho até a sala, ascendo um cigarro e trago a fumaça. Com sono, mas sem vontade de dormir. Continuo rodando, continuo cantando.

Sem vontade de escrever ou pensar.

Digo apenas que ainda estou aqui.
Com meus pensamentos.
Com a minha saudade.
Com o meu amor esquecido.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Aquilo eu ainda mantenho nos outdoors

Enquanto eu desço a ladeira e afogo minhas dúvidas em meu travesseiro encharcado de água salgada... Aquela que se esconde em sua própria loucura. E que muitas vezes parece um ser intocável. Quando estou sozinha eu me enxergo bem melhor, consigo até decodificar meus pensamentos mais distantes. Me escondo. Eu vou para a minha cama, debaixo do meu cobertor. Choro pela ausência, pela dúvida, por vocês e por mim. Emoção que persiste e insiste. Amor que aliena e que se cala.
Silêncio. Escute o que eu quero lhe dizer sem usar a minha voz.
Pare. Olhe. Observe. Eu lhe digo que te amo em sinais, que apenas você reconhece.
Não gosto de despedidas, porque nunca sei a hora do reencontro. Não gosto de te enxergar no fundo do meu copo de café, mas a sua imagem distorcida, insiste em aparecer nele todas as manhãs. Tenho medo de me perder, de te perder... Por isso te levo sempre comigo, pra que essa ausência nunca mais aconteça.
Meu segredo exposto nos outdoors da minha vida.
Tudo isso às vezes me parece até um tanto quanto clichê, mas eu nunca olhei o Amor como um sentimento fácil e suave. Pelo contrário, ainda não descobri se ele é pra ser vivido ou esquecido.
Mas, enquanto eu ainda descobri a cura para ele, eu me divido e vejo você se dividir também, pra que depois possamos juntar as nossas divisões que por ironia desse mesmo Amor, ainda nos restaram.

domingo, 2 de setembro de 2007

A Cura

E assim pelo fato de não se existir uma definição ou explicação, procura-se a cura. A cura para algo que não se explica. Que não se esquece.
Irremediável e ponto.
A ilusão da separação já se quebrou. A ausência falou bem mais alto do que todos os nossos gritos juntos.
E agora? O que faremos com tudo isso? E todas as outras pessoas que estão à nossa volta?
Quero saber o que direi quando me perguntarem sobre você. Digo uma bela mentira ou uma terrível verdade?
Esqueci de pensar no que é certo, ou apenas avaliar nossas atitudes. Esqueci não, apenas finjo. Minha consciência continua pequena e quando estou contigo, ela simplesmente desaparece.
Vivo num mundo paralelo, ou apenas em um espaço surreal que existe entre o mundo real e aquele que só nós conhecemos.
Descobri que somos dependentes um do outro. Uma qualidade ou um defeito? Ah, como eu gostaria de saber...
Entretanto, quero dizer à você minha cara, que a cura para isso ainda não existe. Lamento muito por você. E se depender de mim nunca existirá.