segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Condição
Por que você não desisti de ficar longe de mim, agora que percebemos que isso não vale a pena? Eu sei que não é assim tão fácil.
Fica aqui e segura a minha mão.
Eu estou bem louca e não consigo pensar em nada além de imaginar o que você faz quando está longe de mim. Vamos recomeçar uma nova história.
Eu sei que não é assim tão difícil.
“Eu só aceito a condição de ter você só pra mim, eu sei não é assim, mas deixa eu fingir.”
Eu te espero entre todas as coisas que existem entre nós.
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Espelho
Será que me reencontrei ou te perdi?
Ontem à noite tomei um banho e resolvi usar aquela sua velha toalha. Por um segundo senti seu cheiro e me lembrei de tudo naquele momento. Por um segundo lembrei que você foi meu. Que você foi uma parte de mim que ficou perdida entre nossas fraquezas. Eu te diria tantas palavras sem fundamento, inventaria mil desculpas sem nenhum erro cometido. Errei sim, errei quando tentei montar um castelo de areia em que nós dois estaríamos juntos.
É fato dizer que você será melhor sem a minha presença e conseqüentemente eu serei bem pior sem a sua, mas diante da sua presença eu nego isso sem deixar de te olhar nos olhos.
Em um único segundo me vi diante do espelho com sua imagem refletindo junto a minha. Hoje isso é apenas um delírio da minha mente que está em estado de abstinência-do-costume-cotidiano-que-você-criou.
Exigi demais.
Te odeio por um segundo.
sábado, 5 de abril de 2008
de você quase nada
não sabia o que fazer com os meus pés gelados
chove e está cinza em todos os lugares
pinte de qualquer cor essa parede que nos divide
eu queria ser mais
eu queria ter mais
de você
mas de você, apenas o pensamento me restou
e quase nada ficou
e eu sempre quis mais
de nós
segunda-feira, 3 de março de 2008
Rasgue-me
Saudade é uma coisa tão comum, que muitas vezes eu finjo não sentir para me destacar dessa normalidade.
Cansei de andar descalça por lugares desconhecidos, pois um caco de vidro pode me ferir à qualquer momento. Prefiro não correr o risco. Fixar uma idéia e tentar segui-la é um grande ponto de partida para mudanças.
Sei que sou intolerante na maioria das vezes e um tanto quanto impaciente, admito minha falha de caráter e logo alivio-me por notar que isso não interfere ninguém.
Quero um copo d’água para tentar engolir essas frases que não consigo dizer. Não critique a minha falta de coragem é a única coisa que eu lhe peço.
Penso muitas vezes na mesma história. Crio uma cena detalhada, onde existe a ação e a reação. Me vejo naqueles espelhos de parque de diversão, onde a cada passo a minha imagem muda. Não sei qual será a minha próxima forma.
Existe um oceano que separa o amor almejado e o seu provável acontecimento. Tento rir até perder o fôlego, para tentar omitir a minha perda. Já que desisti antes de tentar.
Ajo por instinto diversas vezes, o que me incomoda quando volto a minha semi-racionalidade. Ando menos existencial e egoísta, mas ainda afogo-me em meu travesseiro antes de dormir.
Quero esculpir sua imagem, nua e crua, em barro ou coisa parecida, e te jogar pela janela sem o mínimo remorso. Articulo palavras sem sentido quando lhe vejo, o que me faz parecer incoerente e fútil. Não me queixo dessa imagem dantesca, e te confesso, cansei de trocadilhos e frases sublineares.
Caio de joelhos por você e amorteço a minha própria queda. O chão é minha última escala. Obsessão que me corta como o fio de uma navalha cega. A falta de inspiração me rodeia, me persegue como um cão sem dono. Queria achar uma definição de pelo menos metade do que penso e sinto.
Eu poderia me descrever num papel e te mandar. Um papel de pão ou um papel de seda, se tornam iguais e patéticos quando o que está escrito vai além do que se lê. Eu sei e você sabe disso.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
"The best you ever had"
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
E eu não sabia
Aos 15 já perdera sua inocência. Se escondia atrás de base, rímel e um gloss vermelho intenso. Seu salto alto e sua saia curta, desfilavam pela noite incandescente. Seu corpo de menina-mulher, era desejado e usado por muitos.
Com sua identidade falsificada, frequentava bares e casas noturnas, onde sua vida a transformava em uma nova mulher à cada noite.
Se apaixonava loucamente e facilmente. A sensação tão intensa desse sentimento, evaporava-se na semana seguinte quando arrumava um novo amor.
Ela era tão bela que me deixava angústiado. Sentia ciúmes dela. Mas eu não tinha ela para mim.
Depois de 2 ou 3 copos de vodka, ela se humilhou por um pingo de Amor. Lamentou diversas vezes pela vida que fingia viver.
Era um conto-de-fadas, mas no dia seguinte ela acordava com a maquiagem borrada e uma ressaca abominável.
Uma farsa leva à outra farsa. É um ciclo vicioso. Então, "lie to me" ela sempre me dizia.
Ela se afogou numa água tão rasa, que foi demais para mim. Ela me abandonou.
Eu a amava. E isso, nem eu sabia. Ela me sorria com a boca e o coração.
Essas palavras fáceis e previsíveis, são incapazes de descrevê-la.
Manter-se viva, andar por ruas desertas trocando passos era o que ela queria. E isso, nem ela sabia.
